Ontem assisti no Jornal Nacional à confusão nos trens do Rio de Janeiro. Houve pancadarias, gente passando mal, enfrentando maus bocados no calor do vagão lotado, cujas portas foram trancadas pelo maquinista. Na mesma edição soube mais notícias da greve dos policiais em Salvador - e o caos que tem se instaurado por lá - além da novidade: aqui no Rio também terá uma. O plano é acabar com o Carnaval e, consequentemente, arrombar com a economia do Estado. Pior para eles, afinal, que são funcionários do Estado.
Semana passada a confusão foi no metrô. Mais corre-corre, pancadaria, desespero, empurra-empurra. E suor. Muito suor.
No Centro da Cidade, um enfeite de carnaval desabou sobre a cabeça (dura) de um idoso que passava bem na hora. Ainda por lá, um prédio desabou por conta de uma obra mal calculada. E com ele carregou mais dois, que nada tinham a ver. Pessoas morreram. Seus corpos, segundo o que me informou uma prima, que é enfermeira e trabalhou nos resgates, pareciam de papel: chapados, amassados, como os de desenho animado. Não me espanta que muitos deles tenham ido parar sem querer no lixão.
Então somos mesmo isso? Lixo?
Eu sabia. Mas fingia não saber para poder manter a minha empáfia diante de minhas vitórias.
Ah, mas como somos tolos!
E como também somos infantis quando esfregamos na cara do outro as nossas felicidades. O fato de não estarmos envolvidos em nenhum desastre social, natural etc, de estarmos protegidos em nossas casinhas confortáveis, com nossa família, já é motivo para comemorações. No entanto ela deve ser feita de modo comedido, no silêncio de um quarto, para si mesmo, de madrugada, que é quando todos dormem.
Bem baixinho para que nem os Deuses adivinhem a nossa presença incólume na Terra.


Boa noite, nossa! Aff! Voce me emocionou, porem, penso que estamos sempre a mercê do acaso, e que tudo pode acontecer, quando menos esperamos. Ouço historias, vejo situações bem ao lado de casa, mas se acontece de o meu dia e dos meus, terminarem em Paz, agradeço a DEUS e espero pelo dia seguinte. Quanto ao fato de cometarmos tanta felicidade é porque se reclamarmos das tristezas, pensam que somos vitimas e nos tratam como coitados...Ninguem quer comentar tristezas, mas Felicidade, não tem como nao propagar...Estou sempre no meio termo, ora feliz, ora triste, ora na solidão, mas ainda prefiro festejar sempre um novo amanhecer, pois sei que a vida de ontem valeu a pena...Sozinha ou acompanhada, sou feliz do jeito que sou, mesmo reclamando as vezes...Adorei seu texto, voce escreve muito bem!
ResponderExcluirVocê tem razão, Simone, quando diz que quando falamos das nossas tristezas, os outros nos veem como vítimas e se afastam. E quando falamos demais da nossa felicidade, sugere que somos pretensiosos ou algo parecido. Eu optei pelo silêncio - nos dois casos. Até porque, para mim, a felicidade é estar inteiro e em equilíbrio emocional. E por esse tipo de felicidade ninguém se interessa.
ExcluirObrigado por você sempre visitar o meu blog, ler e comentar meus posts. Logo teremos algumas novidades bacanas no blog.