Pois ontem eu ouvi a harpa dos anjinhos.
Foi assim: assistindo TV, senti um aperto forte no peito, como se alguém tivesse enfiado a mão lá dentro e apertado meu coração. Era uma mão gelada, que esfriou todo o meu corpo e ressecou minha boca. Lembro-me de ter pensado: "logo agora que as coisas começam a dar certo na minha vida, vou cantar para subir?". Respirei fundo e recuperei a consciência que parecia estar perdendo. Caminhei pela casa, melhorando pouco a pouco. E então me vieram pensamentos do tipo: "Será que isso foi uma premonição, de algo que aconteceu com alguma pessoa querida minha?". Fiquei encucado. Quem poderia estar passando por algum sufoco a uma hora dessas (era 11h da noite)? Fui levantando uma lista mentalmente. À princípio, fui contemplando quem provavelmente estava na rua àquela hora - só podia ter sido na rua. Depois raciocinei bem e concluí que, afinal, todos corriam risco de morrer em casa mesmo. Inclusive eu. A imagem do meu pai me veio à mente. Ele já dormia. Teria sido ele? Fui até o seu quarto. Acompanhei sua respiração. Minha mãe estava do meu lado, na hora do susto, acordadíssima. Tanto que nem se deu conta da minha aflição.
Bom, tanto o aperto no peito quanto a sensação de "tragédia" se dissipou. E aí pensei na netinha da minha vizinha, que certa vez, quando tinha dois anos de idade, fez todo mundo rir ao mostrar o seu entendimento da morte.
Foi assim: uma criança tinha morrido por algum motivo e o Jornal Nacional anunciava. Atenta e curiosa, ela perguntou à mãe o que tinha acontecido com a criança. E a mãe, aproveitando a deixa, respondeu: "Foi uma criança que não gostava de comer, sabe, e que fazia bagunça nos brinquedos e não arrumava que morreu". A menina arregalou os olhos, assustada, e perguntou: "Fui eu que morri, mãe? Eu morri?"


Bom dia querido...A semana passada me sentia assim, achando que tinha morrido um pouco. Problemas de saude na familia, grave. Isso muito me abalou. Fiquei perdida e ate sai um pouco da net. Mas, ontem eu tive um sonho "terrivel", mas os rostos não eram conhecidos e fiquei petrificada, pois cresci ouvindo minha mãe dizer que: quando sonhamos algo com estranhos, fatalmente acontecerá com a familia, proximos e vice versa. Senti um aperto no coração, mas tambem entendi que nada posso fazer. É a vida seguindo seu rumo, seu caminho e o que tiver que ser...Será! Fiz uma oração e dormi de novo. Seu texto me pegou agora cedo, mas fiquei aliviada, pois a sintonia me deixou aliviada...Estou viva, não morri ainda!Abraços
ResponderExcluirAlô, Simone! Senti sua falta.
ExcluirSabe, eu aprendi, depois de muitos "tapas na cara", que o mal não existe - nem as ações nem os sentimentos negativos que temos em relação à vida e às pessoas. Tudo não passa de uma formulação do nosso consciente. Quando passamos a acreditar no bem, e firmarmos os nossos pensamentos só nas coisas boas do mundo, acredite, tudo começa a dar certo. Indefinidamente. Portanto, não caia na cilada da "interpretação dos sonhos", não creia na periculosidade de qualquer doença: nós nascemos para sermos absolutamente felizes, saudáveis e prósperos. Pense no seu parente já curado e vocês já vivendo esse momento de felicidade, como se ele já tivesse acontecido e você estivesse apenas se lembrando. E o principal: agradeça a Deus pela cura. Veja: não sou religioso, não sigo nenhuma doutrina, mas acredito no Deus que há dentro de nós, o qual chamo de "Inteligência Infinita". É ela que nos guia, nos protege.